Poder do Elogio

Por Idemar Bueno, 01/03/2015 18:58

elogio

A diferença entre o elogio e a bajulação? É simples. O elogio é sincero, a bajulação é interesse. O elogio vem do coração, é algo que nasce de dentro para fora, vem carregado com sentimento,   a  bajulação vem de fora pra dentro é apenas o ato de “vomitar” palavras interesseiras. O elogio é altruísta; a bajulação  é egoísta. O elogio é universalmente admirado; a o bajulação universalmente condenada.

Embaixo do busto de um  herói mexicano general Alvaro Obregon no Palácio Chapultepec, na cidade do México, foram gravadas as  seguintes sábias palavras, referindo-se a filosofia do general: “Não tenha medo dos inimigos que o atacam. Tenha medo dos amigos que o bajulam”.

Não! Não! Não estou sugerindo a bajulação. Longe disso. Estou falando sobre um novo modo de viver. Deixe-me repetir. Estou falando sobre um novo modo de viver. 0 Rei Jorge V tinha uma série de seis máximas espalhadas nas paredes da sua sala de estudos, no Palácio de Buckingham. Uma das máximas dizia: “Ensine-me a não fazer, nem receber elogio barato”.

Está aí tudo em que consiste a bajulação: elogio barato. Li certa vez uma definição da bajulação que merece ser repetida: “Bajulação consiste em dizer a um outro homem justamente o que ele pensa acerca de si mesmo”. “Use a linguagem que quiser”, disse Ralph Waldo Emerson, “mas você nunca poderá dizer senão o que você é.” Se tudo que tivéssemos de fazer fosse usar a bajulação, todos fariam o mesmo e todos seriam técnicos em relações humanas. Quando não temos o nosso pensamento absorvido em algum problema definitivo, geralmente gastamos 95% do nosso tempo pensando em nós mesmos.

Agora, se deixarmos de pensar em nós mesmos por um momento e começarmos a pensar nos pontos bons de um outro homem, não necessitaremos de nos valer da bajulação tão barata e falsa que pode ser motivo de zombaria, quase antes de sair da boca.

Uma das virtudes mais negligenciadas no nosso dia-a-dia é a valorização. As vezes, por algum motivo, descuidamos de fazer um elogio a um filho ou a uma filha, quando nos apresentam suas boas notas, e deixamos de incentivar nossas crianças quando pela primeira vez fazem um bolo ou constroem algo novo para nos apresentar. Nada alegra mais uma criança que este tipo de elogio e de interesse por parte dos pais.

Da próxima vez que você gostar do  Filet Mignon que comer no restaurante, peça ao garçom para dizer ao cozinheiro que ele estava excelente, e quando um vendedor cansado se mostrar de uma gentileza incomum, não esqueça de mencioná-la. Todo pastor, conferencista ou orador sente a inutilidade de seu desempenho quando não recebe da audiência o menor comentário elogioso. 0 que se aplica a profissionais aplica-se duplamente àqueles que trabalham em escritórios, lojas e fábricas e aos nossos familiares e amigos.

Nas nossas relações interpessoais, não devemos nos esquecer de que nossos companheiros são seres humanos e que, como tais, desejam ouvir uma palavra que os valorize. É a moeda legal que todas as almas apreciam. Experimente deixar um rasto amistoso de pequenas centelhas de gratidão à sua passagem. Você se surpreenderá em ver como elas acendem chamas de amizade que alumiarão sua trajetória numa próxima visita.

Elogiar é o ato de relembrar ao ser Humano que tudo o que ele faz é de importância universal, e que embora pareça “fútil” é apenas um sentimento momentâneo que ele esta tendo, quando elogiamos renovamos sua função útil.

Você está de Parabéns por terminar de ler este artigo, ao seu lado provavelmente existe alguém necessitando de um elogio seu.

Pense nisso…

elogie

Paz e Sucesso!

Idemar Bueno.

Dica de Leitura:-

1. A Arte de Fazer Amigos

  • Editora: GMT EDITORES
  • Autor: ROGER HORCHOW & SALLY HORCHOW
  • ISBN: 9788575425183
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2009
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 144
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

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